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Para se sentir bem, não precisa entrar em guerra com a balança

“Será que a saúde está diretamente ligada ao formato do seu corpo?”. Quem fez essa pergunta aos internautas, nesta terça-feira, foi a funkeira MC Carol. Para ela e para médicos, a resposta é simples: ser gordinha não significa estar doente. Aliás, estar a cima do peso não precisa ser um baque na autoestima. A moça, na verdade, está muito bem obrigada e quer passar essa ideia para frente. A bandeira que levanta é a da autoaceitação, um remédio eficaz contra a insegurança. Ir contra padrões de magreza pode ser maravilhoso — desde que os cuidados com a saúde estejam em dia.

Aceitar o seu corpo da forma como ele é traz benefícios claros no cotidiano. Para a psicóloga Paula Emerick, a autoaceitação ajuda na conquista de relacionamentos sinceros e saudáveis. Assim como no sucesso no mercado de trabalho, já que a mulher fica mais segura de si, passa isso para o outro e não fica vulnerável às críticas.

— Gostar de você mesmo é muito importante para que não se viva um personagem, algo que não é, apenas para ser aceita. Bem resolvida, tudo melhora — comenta Paula.

Os problemas com o espelho não são exclusivos dos adultos. Cada vez mais, diz a psicóloga Andreia Calçada, adolescentes sofrem com a tal “ditadura da magreza".

— A mídia impõe que para serem amadas e olhadas, elas têm que seguir um padrão. Isso é desestruturante. O belo não é aquilo imposto pelo outro. A questão é: “o que posso fazer para ressaltar o que gosto em mim”? — diz Andreia.

Ao tirar o foco da balança para se sentir bem, entretanto, não se pode esquecer de monitorar a saúde.

— Estar a cima do peso mas com os exames laboratoriais normais não tem problema. Ainda mais se não for sedentária e tiver uma alimentação qualitativamente boa — afirma a endocrinologista Flávia Conceição.

 

MC Carol

 

Ao EXTRA, MC Carol, que tem 23 anos, contou sobre a sua relação com a autoestima e as críticas que ouve. Veja o depoimento abaixo:

“Nunca deixei nada abalar a mim ou a minha autoestima. Quem fala do que como, às vezes, não tem metade do meu pique no show. Caminho sempre que posso e como o que quero. Faço acompanhamento com endocrinologista e a minha saúde está boa. Tenho vontade de emagrecer, mas porque melhoraria a disposição no palco. Não estou nem aí se sou negra, gorda. Quero meu espaço no mundo e já estou tendo. Temos que lutar por isso e não ser o que a sociedade exige.”

Fonte: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/para-se-sentir-bem-nao-precisa-entrar-em-guerra-com-balanca-20328886.html


 

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